Crítica: Boca a Boca, de Esmir Filho

Foto: Divulgação
Edição: Caroline Cardozo

Na última sexta (17), estreou na Netflix a nova série "Boca a Boca", criada por Esmir Filho (diretor de "Os Famosos e os Duendes da Morte"). Nela, seguimos a história da Progresso, uma cidade meio isolada e estranha do interior, onde tudo é controlado pelos pais e responsáveis (nem tanto assim). A história da série começa com uma festa fora da cidade (na "aldeia", onde descobrimos melhor sobre depois). No dia seguinte à festa, uma das jovens que esteve na festa começa a mostrar sintomas de uma doença desconhecida, começando com alucinações e uma mancha roxa nos lábios, e evoluindo para pupilas brancas e perda total dos sentidos.

A direção dos episódios é impecável. O próprio Esmir Filho dirige alguns episódios, e outros são dirigidos por Juliana Rojas ("Trabalhar Cansa") e o roteiro te deixa confuso e até mesmo ansioso; parece que na vida da cidade inteira é feito um grande esforço para manter a normalidade, mas você consegue detectar os pontos de estranheza e de que algo não está certo.

O maior ponto onde você consegue detectar esse "sorriso forçado" é quanto à divisão econômica e social da cidade, que parece muito acolhedora a princípio mas logo vemos que é a mesma divisão que temos no nosso país há séculos. "Progresso" só no nome da cidade mesmo.

Uma boa história sem bons atores não são nada. Caio Horowicz (Alex), Iza Moreira (Fran) e Michel Joelsas (Chico) dão um show como o trio de protagonistas, e o núcleo adulto é sensacional também, contando com nomes como Denise Fraga, Bruno Garcia, Thomás Aquino e Grace Passô.

Para encerrar, deixo aqui o meu apelo pra que vocês assistam e indiquem aos seus amigos. "Boca a Boca", como a maior parte das produções brasileiras na Netflix, lançou sem nenhum alarde, nenhum aviso, muito mal tivemos um trailer antes como forma de divulgação. Vamos fazer o nome valer e divulgar pra todo mundo porque é uma verdadeira obra de arte e um tapa na cara de quem não quer ver produções nacionais porque "é ruim".

Caroline Cardozo

Caroline faz licenciatura em Física. Tem seu gosto musical formado pela Rádio Cidade e Disk MTV. Gosta de Crepúsculo e Jane Austen. Meio perdida sobre tudo mas nada surpreendente vindo de uma milleniall.

Crítica: Boca a Boca, de Esmir Filho Crítica: Boca a Boca, de Esmir Filho Reviewed by Caroline Cardozo on julho 21, 2020 Rating: 5

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