[Resenha] Cinco Júlias, de Matheus Souza


Cinco Júlias é o primeiro livro do roteirista e diretor Matheus Souza, lançado em agosto de 2019. 

Essa vai ser uma resenha diferente. Quando o livro lançou, Matheus disse pra ir falar com ele sobre o livro no instagram (@omatheussouza, aliás), mas eu fiquei tão AAAAAAAARGH FEEEEEELINGSSSSSS sobre esse livro que ia mandar uma quantidade exarcebada de caracteres para uma DM de rede social. Então, essa resenha vai ser num formato de carta. 

Matheus, isso é pra você.

(Mas você que não é o Matheus pode ler também).

Tentei segurar nos piores spoilers, mas pode ter uma ou outra coisa mais levinha.

"Oi, Matheus. Tudo bem com você?

Quando eu vi sobre esse livro, fiquei muito empolgada. Sempre que possível acompanhei o que você fazia, desde lááá atrás, com Apenas o Fim. Gosto muito do seu estilo de narrativa, então sabia que muito provavelmente ia gostar desse livro, e foi o que aconteceu de fato. Eu fiz umas anotações pra não esquecer de comentar nada (e acho que foi a primeira vez que fiz isso lendo um livro), posso ir e voltar algumas vezes, mas enfim. Vamos começar.

- Fiquei chocada com a mãe da Júlia 1 ter sido emo na adolescência, por mais que ela seja mãe adolescente, porque EU ERA EMO NA ADOLESCÊNCIA. Ok, ela estava mais pro final da adolescência e eu no início da minha, mas ainda assim. Bateu a idade. Nossa geração tem o sentimento geral de 'como eu vim parar aqui meu deus eu só tenho 6 anos', por mais que eu já esteja na segunda metade dos meus 20, ainda me sinto a menina de 13 anos que ouvia o Gerard Way falando dormindo em Sleep e achava que era a coisa mais poética criada pelo homem.

- JÚLIA 1 AMA HAMILTON. EU ACHO QUE NÃO SEREI CAPAZ DE ESCREVER ESSE PARÁGRAFO SEM CAPS LOCK PORQUE EU AMO MUITO HAMILTON E AMO MUITO LIN-MANUEL MIRANDA E ACHO QUE ELE É UM PRECIOSO RAIO DE SOL QUE TODOS DEVIAM CONHECER. Ver quase uma página inteira recomendando Hamilton e Lin-Manuel Miranda me empolgou demais. As pessoas realmente deviam ouvir.

- (Eu uso muitos parênteses, mesmo eles sendo pouco caristmáticos).

- Essa história de todas as mensagens serem vazadas me fez refletir. Eu não acho que eu tenha falado ou feito tanta merda assim e que eu me lembre, minha consciência tá tranquila quanto a isso. Minha maior preocupação seria o que as pessoas falam de mim quando não estão perto de mim. Dependendo do que for, acho que não aguentaria a decepção.

- Ai, Júlia 1. Que merda. QUE. MERDA.

- Eu particularmente adoro referências a cultura pop nas coisas que eu consumo porque sempre que aparece eu fico OLHA LÁ, EU LEIO/ASSISTO/OUÇO ISSO. Dependendo da referência, até dou um gritinho. Dei muitos gritinhos lendo esse livro.

- A história do McItália me fez ficar "aaaaaawn", e depois "nooooooooo". Nunca serei capaz de olhar pro McItália da mesma forma. Ainda bem que vai ser só de quatro em quatro anos.

- É muito legal ler livros que se passam na minha cidade ou em lugares que eu fui porque isso deixa a visão que você tá tendo da história muito mais realista e próxima. Nada contra histórias na Europa ou nos EUA, mas se você é  brasileiro e escreve histórias, coloca a Padaria Pão Fofo pra aparecer (lugar real em Belo Horizonte, aliás.).

- Ser adolescente na minha época já foi completamente diferente do que é ser adolescente agora. Às vezes isso bate e assusta um pouco. As coisas mudam muito rápido.

- Conforme as Júlias iam aparecendo, eu me identifiquei com cada uma (menos a 2), aí surgia a próxima e eu ficava "Ah não, sou muito essa daqui". No fim das contas, acho que sou uma mistura de todas. Até a 2.

- Júlia 3 é a melhor pessoa do planeta.

- "Tias veias fofinhas que viraram fascistas", O GRITO QUE DEI (literal mesmo, não foi só expressão de internet).

- Uma das reservas que eu tinha quanto às suas histórias era a falta de diversidade. Fico feliz que isso foi diferente em "Cinco Júlias".


Daqui pra frente não sou capaz de falar sobre a história sem dar spoilers pesados, então vou terminar por aqui. 

"Cinco Júlias" foi um livro que devorei em pouquíssimos dias (teria sido menos se não existisse os compromissos da vida). Não estava no carro com elas, mas criei laços e senti durante a leitura como se estivesse junto com elas na história.

Ah, a Júlia 1 indica duas músicas pra escolher e ler o último capítulo dela. Por algum acaso estava ouvindo uma playlist minha ("A Carol de 2007 ama essas daqui", me orgulho muito dessa playlist) e tenho uma outra indicação pra fazer que caiu como uma luva: Cancer, do My Chemical Romance. Eu comecei a ler o capítulo quando a música começou e terminei bem no finalzinho da música. Rapaz, eu chorei de tal maneira dentro do ônibus que os outros passageiros olharam assustados pra mim.

Comecei esse livro rindo demais e terminei abraçada, reflfexiva porém ao mesmo tempo eufórica e querendo obrigar todo mundo a ler. Superou todas as minhas expectativas. Obrigada por esse livro.

Abraços (e esperando que você não se assuste com a resenha),
Carol."

***
Ficha Técnica:


Nome: Cinco Júlias
Autor: Matheus Souza
Editora: Seguinte
Onde comprar: Amazon

Caroline Cardozo

Caroline faz licenciatura em Física. Tem seu gosto musical formado pela Rádio Cidade e Disk MTV. Gosta de Crepúsculo e Jane Austen. Meio perdida sobre tudo mas nada surpreendente vindo de uma milleniall.

[Resenha] Cinco Júlias, de Matheus Souza [Resenha] Cinco Júlias, de Matheus Souza Reviewed by Caroline Cardozo on janeiro 04, 2020 Rating: 5

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