[Crítica] Crise nas Infinitas Terras, de Eric Wallace, Marc Guggenheim e Robert Rovner


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA (eu vim escrever assim que acabei de terminar de assistir e achei justo o surto para começar uma leitura cheia de spoilers, mas enfim...)

Contando com cinco episódios em união das cinco séries líderes de audiência do canal estadunidense CW - Arrow, The Flash, DC's Legends of Tomorrow, Supergirl e Batwoman -, sendo reproduzido no Brasil pela Warner, Crise nas Infinitas Terras é o crossover que dá conclusão aos eventos ocorridos na união anterior dos heróis (Elseworlds) e que, começando a ser exibida no final de 2019, acabou de ter sua conclusão no dia 14 de Janeiro de uma maneira épica. 

Para se entender os porquês de todos os murmurinhos (e ocasionais gritos) pelas redes sociais e demais mídias, é preciso voltar lá para o início de tudo, 12 de Outubro de 2012, o dia da estréia de Arrow: a série que daria início ao Arrowverse, o universo televisivo das séries de heróis da DC. De Arrow veio The Flash, então veio DC's Legends of Tomorrow, e logo depois Supergirl, parando por enquanto em Batwoman; tudo isso culminando em um ápice, em um final, e esse final é o de Oliver Queen, o grande precursor de toda essa família, o grande protetor dela. É sobre isso, é sobre uma era estar chegando ao fim. É o paralelo ao Ultimato do Universo Cinematográfico Marvel.

E esse final, além de muito lindo - e pacífico (talvez nem tanto para os nossos heróis) -, foi também deveras simbólico e emocionante. Ver o Barry saber os motivos de Oliver ter assumido o sacrifício de sua morte (algo que vem sendo pautado desde a sétima temporada do arqueiro), o grande foco na relação construída entre os dois, toda a ligação de Oliver com a Sara e conexão dela com ele (muitas vezes esquecida injustamente pelos fãs) foi algo lindo - e também inesperado devido as vezes incontáveis de um desenvolvimento e focos em áreas essenciais a desejar pela equipe de roteiristas.

O adeus de Stephen Amell não foi só muito bem construído, como fica perceptível que também foi muitíssimo bem planejado há tempos. O hype construído em cima disso se mostra não ter sido exagerado, na verdade extremamente preciso já que estamos falando de fechar um ciclo de quase dez anos, de dar adeus para personagens tão queridos.

E mesmo diante de trágicos eventos, a Crise nos trouxe muito o que comemorar (e chorar fazendo isso), confirmando especulações de fãs e trazendo personagens queridos de volta. Houve de tudo um pouco, e disso veio a melhor coisa de todas (ou talvez as melhores coisas de todas. São realmente muitos pontos positivos): a canonização do Multiverso como sendo englobado por todas as séries - e aparentemente filmes (para se ter uma noção, teve Ezra Miller - por sinal, que cena bem feita, humor na medida certa, coloração do ambiente escolhida a dedo de maneira épica e atuação para se aplaudir de pé) - da DC. É DISSO QUE EU TÔ FALANDO, UM PUTA DE UM DESENVOLVIMENTO! O PRÓPRIO PRODÍGIO DA ESCRITA!


Lúcifer? Terra-666. Monstro do Pântano? Terra-19. Titãs? Terra-9. Patrulha do Destino? Terra-21. Superman: O Retorno? Terra-96. E não para por aí, tem muito mais, incontáveis menções e aparições e participações especiais. Mencionando uma participação rapidinha, que acho muito digna e especial, é de Tom Welling como Clark Kent, o Superman de Smallville (TERRA-167 IRMÃOS, GRAVEM O NÚMERO). Perfeito demais, vocês não têm noção.


E não bastasse isso, é o sacrifício de Oliver que, no fim de tudo, possibilita aos heróis remanescentes a reconstituição dos mundos, o renascimento. E ISSO É IGUAL DAS HQS QUE A CRISE TELEVISIVA SE BASEIA, O RENASCIMENTO REALMENTE ACONTECE. O QUE CULMINA EM ALGO FANTÁSTICO: TODAS AS TERRAS QUE ANTES SEPARAVAM DIGGLE, BARRY, KARA, JEFFERSON (Black Lightning), SARA E RUBY SE JUNTAM EM UMA, A TERRA-PRIME (SIM, ISSO MESMO QUE VOCÊ LEU, A TERRA-PRIME). Eu sei, eu sei, no fim a crítica está se tornando mais um surto de fã, mas é esse o meu proposito aqui, lide com isso.

E depois de sabermos disso, temos o fechamento - feito de maneira MA-JES-TO-SA - do crossover: a formação oficial da Liga da Justiça após a homenagem ao Oliver. Sério, uma das melhores coisas que o mundo podia pedir, a realização de TUDO que vem sendo construído e montado calma e delicadamente há oito anos tomando forma diante de nossos olhos da melhor maneira possível (e com uma puta de uma fotografia belíssima). Em resumo, tudo o que o DCEU não conseguiu fazer em todos os anos de produção de filmes, o DCTV-DC/CW fez em cinco episódios.

Posso dizer que, se dependesse de mim, eu criava uma categoria de premiação de séries no Oscar só pra premiar a magnitude que foi assistir essa obra prima.


Você pode comprar na Amazon a HQ original de Crise nas Infinitas Terras e, se não sabia, também pode comprar a HQ da Crise televisiva que será lançada contendo detalhes e histórias exclusivas que não puderam ser mostradas nos 45 minutos de cada episódio.


Jota Albuquerque

Jota é mais um jovem adulto vagando pela vida sem a menor ideia do que está fazendo (ou acontecendo). Tradutor Intérprete em formação, também pensa em se meter com Ciências Políticas e/ou Cinema. Um ser necessitado de paciência e autopreservação, ele é também um paulistano romântico viciado em pesquisas. Se tiver dúvidas de onde encontra-lo, é só seguir as trilhas de discussões políticas que há por aí.

[Crítica] Crise nas Infinitas Terras, de Eric Wallace, Marc Guggenheim e Robert Rovner [Crítica] Crise nas Infinitas Terras, de Eric Wallace, Marc Guggenheim e Robert Rovner Reviewed by Jota Albuquerque on janeiro 16, 2020 Rating: 5

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