[Crítica] A Ascensão Skywalker, de J. J. Abrams


A espera acabou!!! Enfim temos A Ascensão Skywalker entre nós, encerrando essa nova trilogia que veio para abalar estruturas (e manter outras). Aparentemente o único episódio que não dividiu opiniões foi O Despertar da Força, pois mais uma vez temos um festival de ODIEI e AMEI, gente chorando de raiva e de alegria, mostrando como esse universo alcança os recônditos dos nossos corações.

E dentro da nossa equipe não foi diferente. A Carol e a Bells foram assistir ao filme juntas na pré estreia e ao fim da sessão as opiniões acabaram bem divergentes. Vamos ao que elas acharam desse episódio IX:

  • Bells


Apesar de toda a comoção negativa que acompanhei pela internet tanto antes de assistir ao filme quanto depois, eu fiquei simplesmente extasiada com o que eu vi. Diante tantas críticas negativas eu tinha me preparado para o pior, então talvez as expectativas baixíssimas tenham ajudado, mas o fato é que saí literalmente aos PULOS da sala de cinema, de tão empolgada. É lógico que teve seus defeitos: achei o desenrolar muito corrido, tanto que nem dava tempo para a gente processar o que estava acontecendo (inclusive o mesmo aconteceu com os personagens), além de ter faltado maior elaboração de alguns momentos. Foi basicamente o último capítulo da novela, quando todos os núcleos e todos os personagens precisam ter o seu encerramento e isso precisa ser feito em menos de três horas. Isso foi o que mais me incomodou e tenho a impressão que o povo teria odiado menos se o roteiro fosse mais desenvolvido.

A maior das reclamações tem sido o exceção de fanservice, o que eu discordo bastante. Todos sabemos que existem dois shipps na nova saga: Reylo e Finnpoe. J.J. Abrams meio que riu na cara de todo mundo e fez umas coisas que....bem.....risos. Se eu comentar mais já vai ser spoiler, então me limito a dizer que foi nada inesperado para mim e eu fiquei maravilhada. A coragem, meu pai!!! E a covardia, meu pai!!!


E gente, o plot da Rey....eu ainda não decidi o que achei além de MEU DEUS, DE ONDE SAIU ISSO? Organizando aqui as ideias para entender e encontrar algo que faça sentido e me deixe satisfeita. Mas no desenrolar do filme até que fez sentido e culminou num final que achei bem poético, e bem Star Wars vibes. Aliás, acho que essa frase é um bom resumo para a conclusão dessa saga: poetic star wars vibes. A mensagem que todos os filmes sempre passaram e esse honrou do início ao fim, é que nunca estamos sozinhos. Sempre vale a pena lutar pelo o que acreditamos e sempre é mais escuro antes do amanhecer.

As coisas podem parecer terríveis e sem solução, mas quando menos esperamos ela chega. O importante é nunca desistir. Star Wars sempre foi sobre isso, e sempre será.

"Adeus, velho amigo. E que a Força esteja com você"

  • Carol

Fui à pré estreia meia noite com Bells, mozão e uma amiga nossa, e passei o dia fugindo das reviews e das críticas super negativas. Já não esperava muita coisa, ainda mais depois do cast malhando o Rian Johnson nas entrevistas no último mês (anjo precioso que nos deu The Last Jedi), então já sabia que iam seguir um caminho mais seguro pros nerds héteros cis e brancos não chorarem tanto por motivos de pela primeira vez as coisas não são sobre eles.

Só não sabia que ia ser tanto assim, meu Deus do céu.

"Eu tenho um péssimo pressentimento sobre isso"

Eu não sou muito exigente com o que eu assisto. Me divirto com pouco e não preciso de super plots pra me agradar. Mas caramba, escolheram os caminhos mais seguros e preguiçosos O TEMPO TODO. 

A Rey treinando mais que pré-vestibulando porque, por algum motivo, os filhos da mãe não conseguem aceitar uma mulher muito foda, mas o Luke passando um tempinho só com o Yoda já tá de bom tamanho. Toda vez que Poe e Finn interagia eu virava pra Bells e falava "Make it gay, cowards!" (Façam gay, covardes!). Não estava satisfatório, mas eram escolhas seguras e que eu meio que já esperava, então estava "Ok, não tá bom mas também não tá esse lixo todo, tô me divertindo, tá maneiro". 

Até chegar na parte final. Onde revela quem são os pais da Rey (jogando tudo no lixo dito anteriormente de "Você não precisa ser ninguém importante pra ser forte" e etc). O encontro com a lembrança eu amei e surtei e aí fui conquistada. Tudo indo muito bem, aquela parada desnecessária (ao meu ver), mas aí depois o modo como terminou??? Eu gritei na sala de cinema "EI, AÍ NÃO, PORRA". E daí pro fim fiquei bolada por causa disso e no final fiquei chorando de soluçar.

Cenas reais de Carol saindo da sala de cinema
Achei um festival de fanservice sim, mas isso nem sempre é ruim. Basicamente apareceram todos os outros personagens importantes que não tinham aparecido anteriormente, e enquanto muita gente tá reclamando das cenas da Leia, eu achei que, apesar de piegas em alguns momentos, foram ótimas e certamente foi o melhor que deu pra fazer. As cenas da Carrie Fisher foram cenas deletadas de The Last Jedi pois ela faleceu em 2016.

Eu ainda não me decidi se gostei ou não. Provavelmente não. Ficou um gosto meio agridoce na boca. Mas o que ficou é a alegria de poder ter acompanhado o lançamento de uma saga nova de Star Wars nos cinemas (quando lançaram os prequels eu já gostava, mas não tinha como ir no cinema porque era muito pequena e não tinha grana).


Pensando por aí

Um site sobre ciência, cultura pop, sociedade e qualquer outro pensamento que passar pela cabeça dos nossos vários autores independentes

[Crítica] A Ascensão Skywalker, de J. J. Abrams [Crítica] A Ascensão Skywalker, de J. J. Abrams Reviewed by Pensando por aí on dezembro 21, 2019 Rating: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.