[Resenha] Vermelho, Branco e Sangue Azul, de Casey McQuiston



Esse livro é muito fofo com muitas emoções e eu não vou conseguir falar sem mandar spoilers, então fica aí o aviso: MUITOS SPOILERS ABAIXO. 

Em "Vermelho, Branco e Sangue Azul", de Casey McQuiston e publicado no Brasil pela editora Seguinte, temos a história de Alexander Claremont-Diaz, filho da primeira presidenta dos EUA e o príncipe Henry de Gales, terceiro na linha de sucessão do trono britânico.

É clichê? É. É fofo? Demais.

E "enemies to lovers"? POR FAVOR, ME DÊ.

Começamos o livro vendo a relação de Alex e Henry. Alex é o filho mais novo da presidenta Ellen Claremont e de seu ex-marido, o senador Oscar Diaz: um galã amado por todos e prodígio na política, se preparando para ser o mais novo congressista da história. Alex ODEIA Henry, o irmão mais novo do príncipe Philip, entre outros motivos, devido à comparação entre os dois, por causa dos postos que ocupam em seus respectivos países.

Infelizmente para Alex, ele precisa ver Henry pois o príncipe Philip irá casar e como é esperado para um príncipe que um dia será rei, muitos chefes de estado e suas famílias são convidados. Muita pompa e circunstância, com boatos que o bolo que todo mundo comeria tinha custado 75 mil libras.

Sim, que todo mundo ia comer. Ninguém comeu. Porque já cheio de álcool nas ideias, Alex começa a encher o saco de Henry, rolam uns empurrões, no meio da confusão os dois se desequilibram e PÁ, CAEM EM CIMA DO BOLO. DE 75 MIL LIBRAS.

Óbvio que vira capa de jornais do mundo todo, e para não alimentar na imprensa a ideia de rivalidade entre os dois (que existe um pouco no coração de cada um deles, verdade), as assessorias de imprensa de ambas as famílias começam a orquestrar um final de semana  para que eles possam tirar fotos e aparecer em público juntos e assim mostrar que são amigos.

Pessoas que se odeiam tendo que fingir que se gostam por um objetivo em comum?

AMO
No início um não gosta do outro, mas depois de uma possível ameaça de segurança, Alex e Henry ficam trancados num armário conversando sobre qual seu filme preferido da saga Star Wars (Alex 100% certo) e a partir daí Alex começa a ver que Henry não é tanto o britânico pomposo e sem graça que ele tinha certeza que era.


Ao longo do livro não temos somente o romance mas também Alex descobrindo sua orientação sexual. O livro se passa durante a campanha de reeleição da sua mãe e ele teme que isso cause problemas a ela, mas ela só se preocupa em se ele está bem. E monta uma apresentação de slides. HILÁRIO. Além disso, é bom também ver a mãe de Henry defendendo o filho em frente a Rainha (a avó dele) por causa de sua sexualidade.

"Vermelho, Branco e Sangue Azul" é aquele tipo de livro que você não consegue largar porque além da história ser incrível, é engraçadíssima, com muitas referências a cultura pop e a história (tem uma participação de Alexander Hamilton, inclusive), com personagens extremamente adoráveis e fáceis de amar (eu leria outras histórias com June, Nora e Pez), além de uma tradução sensacional!

Fico dividida entre querer uma adaptação como série ou filme, porque tenho medo de estragar essa história absolutamente PERFEITA, mas queria assistir isso dando gritinhos com as amigas.

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Ficha técnica


  

Nome: Vermelho, Branco e Sangue Azul
Autora: Casey McQuiston
Ilustração de capa: Isadora Zeferino
Preparação: Sofia Soter
Revisão: Renata Lopes Del Nero e Adriana Bairrada
Editora: Seguinte

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Caroline Cardozo

Caroline faz licenciatura em Física. Tem seu gosto musical formado pela Rádio Cidade e Disk MTV. Gosta de Crepúsculo e Jane Austen. Meio perdida sobre tudo mas nada surpreendente vindo de uma milleniall.

[Resenha] Vermelho, Branco e Sangue Azul, de Casey McQuiston [Resenha] Vermelho, Branco e Sangue Azul, de Casey McQuiston Reviewed by Caroline Cardozo on novembro 21, 2019 Rating: 5

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