Navegando Por Aí: Violência policial


Masculinidade tóxica e saúde mental do homem, violência policial, mães narcisistas e mais nesse Navegando Por Aí.

Carol: Um texto lindo e necessário sobre masculinidade tóxica e como está rolando a mudança de representação masculina na cultura pop. Uma discussão muito importante de como o machismo não é ruim somente para as mulheres. [site - Valkírias]

A BBC Brasil fez uma matéria sobre mães narcisistas. É um assunto no geral muito pesado de se ler (gatilhos de agressão física e verbal nesse texto em si, inclusive), mas quando eu li pela primeira vez sobre esse assunto, a primeira sensação que tive foi de alívio, por perceber que não era coisa da minha cabeça o que eu sofria e por saber que eu não estava sozinha. [site - BBC Brasil]

O enterro e repercussão da morte de Ágatha Felix, de 8 anos, no Complexo do Alemão, aqui no Rio de Janeiro. A violência policial contra a população das favelas sempre foi institucionalizada, mas esse ano, com o início do governo de Wilson Witzel, as operações policiais passaram a ser mais frequentes. Com a desculpa de matar bandidos e "mirar na cabecinha" (vamos lembrar que a pena de morte não é oficial no Brasil; por pior que seja o crime, todos tem direito a julgamento), muito mais pessoas que não tem nada a ver com a história tem morrido. E nem preciso falar qual é a cor das pessoas que estão morrendo, não? [site - El País Brasil]

Elilyan: Existe todo um estigma em falar sobre saúde mental, principalmente se for sobre a saúde mental do homem, já que o machismo criou toda uma ideologia que homem que é homem não fala sobre emoções. Pesquisadores da Universidade de Indiana já mostraram que o machismo prejudica a saúde mental deles após juntar 78 pesquisas que totalizaram mais de 19 mil participantes. Nos últimos anos soluções socioculturais para a saúde dos homens que procuram expandir a noção de masculinidade permitiu na diminuição do estigma. Apesar dos avanços é sempre surpreendente encontrar homens famosos falando sobre ansiedade, depressão, disformia e suicídio. O ator Christopher Eccleston, o eterno nono Doctor Who, em sua autobiografia narrou sobre sua saúde mental, revelando que viveu com distúrbios alimentares e considerou o suicídio. [The Guardian

Não tenho tatuagem e nem tenho interesse em ter uma, mas não nego que aprecio passar horas navegando entre pins de tatoo no Pinterest. É relaxante. Além de algumas serem tão bonitas que são dignas de serem chamadas de obras de arte. Agora confesso que nunca tinha observado que a grande maioria das tatuagens feitas pelos aclamados mestres da tatuagem utilizam peles brancas como tela. O texto "You Can’t Be an Ink Master If You Only Tattoo White Skin" (Você não pode ser um mestre de tinta se você só tatuar a pele branca, em tradução livre), abriu meus olhos para o racismo na indústria de tatuagem. [Bitchmedia]

Jota: Meu professor de biologia designou um trabalho em que deveríamos pesquisar quais os efeitos de uma droga ilícita e uma lícita no organismo de quem as consome. Apesar de ir contra o meu melhor julgamento, porque eu sabia que era um que provavelmente todos da minha sala escolheriam, eu decidi pesquisar, para a ilícita, sobre maconha. Essa é a justificativa para eu ter achado o texto do Drauzio Varella. E eu sempre fui curioso para saber mais à fundo sobre os prós e contras da droga em si, e ver até onde era verdadeiro que maconha não tinha nenhum efeito negativo no corpo, o que, consequentemente, me fez entender mais sobre as consequências (em comparativo) do álcool e tabaco no corpo. [Drauzio Varella - UOL]

O elenco da série The Winx Club que está sendo adaptada pela Netflix foi liberado e, com isso, o serviço de streaming estava de novo no meio do olho analisador de furacão que é a internet. Isso porque eles foram acusados de cometer o erro (mais uma vez) de fazer um whitewashing - tornar personagens não-brancos em brancos -, ou, se você souber que, aparentemente, a atriz é 1/4 cingapurana (descendente de Cingapura; um dia sai um texto explicando como funciona a questão étnica nos EUA), criando uma narrativa de "todo tipo de asiático é igual", como explica melhor o Leo Hwan (eu amo esse homem). [Leo Hwan]

Apesar da Louie Ponto ter gravado esse vídeo faz algumas semanas, especificamente logo após o ocorrido de censura na Bienal do Livro do Rio de Janeiro pelo prefeito Crivella, eu só fui ver recentemente. E eu ri muito, achei um vídeo interessantíssimo e super didático, que aborda não só sobre a censura, mas traz à tona algumas questões que poucas pessoas sabiam sobre os atuais governos (como o de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasil em geral). [Louie Ponto]

Por último, mas jamais menos importante: vazaram uma informação para a We Got This Covered, que aparentemente já acertou antes em alguns acontecimentos do Universo Cinematográfico da Marvel, que o filho da Wanda, o Wiccan, vai aparecer na série do serviço de streaming da Disney, WandaVision. E, pasmem (ou não), ele vai ser usado um passo para a construção de um eventual Jovens Vingadores. Apesar de eu já suspeitar disso, evitou de eu ter um surto (de felicidade)? Não. [We Got This Covered]

O Billy (Wiccan, esse garoto de cabelos morenos do lado direito da imagem em que aparece de mãos dadas com o outro garoto loiro, seu namorado) é gay. Foi o beijo dele com Theodore (Hulkling) que foi motivo da atitude sem noção do prefeito do Rio de Janeiro. (Imagem: Cris 1/2)

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Navegando Por Aí: Violência policial Navegando Por Aí: Violência policial Reviewed by Pensando por aí on setembro 23, 2019 Rating: 5

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