Navegando Por Aí: Karl Marx para adolescentes

Emicida, pessoas LGBT+, masculinidade tóxica, Karl Marx e mais no Navegando Por Aí dessa semana.


Carol: Um texto sobre Karl Marx na Teen Vogue. Se eu tinha dúvidas que essa geração de adolescentes é mais consciente e se preocupa mais em descobrir as coisas, essa dúvida morreu aqui, definitivamente. [site - Teen Vogue]

Eu não gosto muito de maquiagem (não entendo nada, não tenho paciência pra aprender e etc), mas eu gosto de acompanhar o canal da Bárbara Ripper. É engraçado, prende a sua atenção e ela não leva maquiagem como algo super rígido e obrigatório: o que importa é fazer o que você gosta e se sentir bem. Além do vídeo abaixo, você pode seguir ela no twitter, @barbararipper.


Elilyan: A raiva pode ser uma emoção criticamente útil e positiva. A raiva nos adverte, como seres humanos, que algo está errado e precisa mudar. A raiva é a resposta humana ao ser ameaçado de indignidade, dano físico, humilhação e injustiça. A raiva nos leva a exigir responsabilidade, uma força poderosa para o bem político. Como tal, é frequentemente o que nos leva a formar comunidades criativas, alegres e politicamente vibrantes. Se não fosse a raiva dos estudantes e o desejo pelas Diretas Já o fim do regime militar não teria ocorrido. A raiva é um instrumento mobilizador essencial. Assim como a violência tem gênero a raiva tornou-se firmemente associada à masculinidade. Estudos mostram que ainda na infância a maioria das crianças já associam expressões de raiva a rostos masculinos. As meninas e as mulheres, por outro lado, são sutilmente encorajadas a deixar de lado a raiva e outras emoções “negativas”, como não femininas, em prol da construção da imagem de “legal”. A aceitação pública dos comportamentos de raiva dos homens e, inversamente, da penalidade das mulheres, relaciona-se até mesmo para a compensação material. Poderia citar diversos casos onde a regulação social e preconceituosa da expressão emocional ajudou a destruir a persona de uma mulher, mas é o caso da gamer Gabriela Cattuzzo o mais recente que salta aos olhos. A gamer perdeu seu contrato com a Razer, empresa global de acessórios para eSports, porque em um momento de raiva rebateu ao assédio sistemático que recebia. 

Não acho que mulher tem que abaixar a cabeça para assédio. No universo do games, essa é a regra: a pessoa que está assediando não recebe punição, mas quando a mulher responde, é punida e xingada em todo lugar. Me chamam de puta, mas não posso responder. As pessoas ficaram bravas dessa vez porque devolvi na mesma moeda - Gabriela Cattuzzo

O gênero é um elemento definidor, mas também é uma dimensão do tecido complexo de contexto, status e compreensão social. Os últimos anos foram determinantes para mudanças políticas-sociais importantes. Meninas e mulheres estão abraçando sua raiva para exigir o fim do status quo. Elas estão assumindo o risco de legitimativamente se defenderem frente ao insulto e ameaça. Chega de ser “legal”. [site - Universa]


Jota: Uma thread em uma reflexão importante sobre a generalização de "todo homem ser um lixo" sem recorte, ou da frase "morte ao pênis". Eu venho pensando muito sobre isso há alguns anos já e ter achado essa thread me fez voltar a pensar sobre o impacto dessa falta de recorte em crianças e adolescentes, além de outras pessoas inocentes que inevitavelmente serão atingidas por essas frases. É importante ler além do que quem escreveu disse na thread principal, mas nos comentários, lá a pessoa também responde outras que questionam mais sobre isso. [Twitter - @diegocldr]

Que o Quebrando o Tabu tem uns vídeos e questionamentos importantes não é novidade pra ninguém, mas o vídeo que eu acabei cruzando nas minhas indicações do Youtube me fez arrepiar todo durante o banho (sim, eu vejo vídeo durante o banho). Vitor diCastro fala sobre masculinidade tóxica e como acontece de uma masculinidade se tornar tóxica e qual o impacto dela pra nossa sociedade num geral. [Yotube - Quebrando o Tabu]

Quem não sabia, o filho do cantor de Sertanejo, Solimões, é gay. Gabeu deu uma entrevista ao canal do Youtube Guardei no Armário, onde fala sobre sair do armário para os pais, como é cantar Sertanejo, sendo um campo musical ainda muito coberto por homofobia, entre tantos outros temas importantes. [Youtube - Guardei no Armário]

Mariana Xavier é uma inspiração para muitas pessoas na luta de body positivity (positividade do corpo) e ver os vídeos com ela sempre me fazem sair com o peito quente de aceitação e compreensão para além de mim mesmo, além de aprender sempre um pouco mais. Nesses dois vídeos, um de debate dela com outras diversas pessoas sobre beleza e saúde de gente gorda e outro dela lendo comentários, eu achei vídeos que jamais deveriam ficar sem divulgação. [Youtube - Quebrando o Tabu debate | Quebrando o Tabu comentários]

Como eu me recuso dar visualização ou qualquer biscoito para o Justin Bieber desde que ele defendeu o Chris Brown, eu não escutei a música original dele com o Ed Sheeran, "I Don't Care", apesar de ter visto algumas coisas sobre o clipe ser horrível, então quando eu vi que o KHS (que sigo há anos) liberou cover, eu fui correndo pra ouvir, e agora eu estou absolutamente viciado, escutando pelo menos mil vezes ao dia. [Youtube - Kurt Hugo Schneider]

Minha última indicação é do icônico clipe musical de Emicida com Majur e Pabllo Vittar. Uma maestria de fotografia com letras de tirar o fôlego, é um combo de lição de vida.



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Navegando Por Aí: Karl Marx para adolescentes Navegando Por Aí: Karl Marx para adolescentes Reviewed by Pensando por aí on junho 30, 2019 Rating: 5

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